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Tudo que já foi

Não há vento E sol também não há. Não é de noite Nem também faz dia Não há sinal de chuva Nem de seca E de tormenta. Nem a Neblina, se quisesse, resistia. O passarinho que pousava No quintal Não pousa mais. E o beija-flor, Que nem pousava, Muito menos beijaria. Não há jardim, Não há quintal E não há casa. Nem há lembrança Que essa casa existia. A sala desapareceu com a mesa E outros itens que eu só notei depois, No outro dia: O corredor que dá no quarto, O quarto que dá na cama, A cama que dá pra dois Ficou sozinha. E agora tudo que já foi Virou saudade De tudo que a gente foi E a gente tinha.

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Te amo como um pôr do sol que nunca se põe.