Buscar

O que será isso aí atrás?


A discussao é bem ampla, de interesses e opiniões diversas e que vão de simples civis à empresarios, publicitários, paisagistas e vários outros interessados na polêmica. Estou falando da lei promulgada em Sao Paulo que proibe Outdoors e painéis eletrônicos na cidade.

A lei foi aprovada em setembro de 2006 pela Camara Municipal e entrou em vigor no 1º dia deste ano. Ela prevê a extinsão de outdoors e painéis eletrônicos em todo o município.

A situação é delicada e tem gerado controvérsias mesmo dentro das próprias classes. Há publicitários que aprovam a eliminaçao deste tipo de mídia tanto pela má utilizaçao quanto pela sujeira visual que elas causam no município. Além de acreditarem que com a proibição dos outdoors, as agencias e empresas terão que criar outros meios de propagar suas mensagens, o que pode ser interessante para a renovaçao das opçoes publicitarias. Claro que muitos discordam e vão perder dinheiro (alguns muito dinheiro!) com a operação de limpeza. Também há contrariedade entre os paisagistas, ambientalistas, mas no geral sao a favor da lei.

Bem, não estou aqui para resolver o problema e acabar com a discussão, mas vou divagar sobre a questão.

Entendendo o estado em que chegou a utilizaçao destas mídias, as irregularidades, clandestinidade e desrespeito às vistas dos paulistanos, sou a favor. Confesso que, além de achar que chegou a um ponto insuportável de poluiçao, estou curioso para ver o que há por trás de tantos retângulos. É claro que muitas empresas vao pagar pelos erros e espertezas de outras. Mas eu também pagaria se tivesse a grana para ver tudo zerinho.

Tive esta curiosidade observando outdoors daqui e imaginando como é o mundo lá atrás. Uma cidade nova como Goiania me atiça a curiosidade, imagine São Paulo, com histórias antigas mas encobertas por tantos paredões. Acho que esta curiosidade é culpa do excesso, que aliás é o culpado quase sempre, em tudo. A curiosidade é a de saber como seria a cidade por trás de tanta tinta? Acho que para os curiosos, pode ter muita história escondia. Se ao menos deixassem uma brechinha para darmos aquela espiadinha (Fala aí Bial).

Por fim, nao quero ficar arbitrando sobre o tema, até porque nao sou nenhum perito, mas acredito que a soluçao foi bem vinda e que nao seja definitiva, nem tão boa assim. Muita gente se indigna com a proibiçao mas eu nao penso em outra soluçao que nao seja esta. A fiscalizaçao nao deu conta do recado, e pensando na cidade de São Paulo, um recado epopéico. Claro que o Estado tem sua parcela de culpa por nao ter feito a tarefa direito, afinal uma medida como esta gera problemas graves como o do desemprego e falência de empresas, sem falarmos de muitos outros consequentes desta determinação.

Mas é como eu já disse, em um meio como este, onde a criatividade é o combustível, nao vão faltar opções para fazer brotar outra árvore para as verdinhas crescerem.

Posts recentes

Ver tudo