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O poema mais brega que fiz

O mundo vai mal e eu te amo. Mal posso pensar nesse povo sofrido que logo me lembro: te amo. Também não consigo parar de pensar como tudo anda caro. Outro dia, eu fui ao mercado e, meu deus, eu te amo demais. O dólar subiu. E mesmo com os juros mais baixos, as juras de amor escalonam. Que brega um poema onde o amor se infiltra na dor. Leio versos de amor de Adélia que ama um senhor que é deus. Se eu te chamo de deusa, meu deus… É tão brega falar de amores e deusas no mesmo poema. Sou brega, meu deus. Sou ateu e convoco meus deuses pra ver se me tiram do amor ou, quiçá, do poema mais brega que fiz. Me ajuda, meu deus. Minha deusa, te amo.

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vivemos desejando mais o que não temos do que o que temos. como quem chega a um banquete e só lamenta de não conseguir provar todos os pratos da mesa.