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"Mas eu não sou poeta"


Muita gente tem medo da poesia e nem se imagina escrevendo um poema, porque acha que a escrita do verso é para poucos, para os que têm talento. Eu mesmo achava isso quando via as estrofes e as rimas.


Só fui aprender o que era poesia quando passei a ler mais. Foram os poetas e as poetas que me “disseram” que poesia era tudo que me deixava em estado de espanto. Mesmo que o texto não estivesse em estrofe, mesmo que as palavras não rimassem, aprendi que tudo que me espantava era poesia. Inclusive, as coisas que eu via, vivia e sentia...


Quando li num livro de Mario Quintana uma reflexão sobre deus, fiquei espantado: "Se eu acredito em Deus? Mas que valor poderia ter minha resposta, afirmativa ou não? O que importa é saber se Deus acredita em mim." Mas isso é poesia? Sim.


Daí, um dia comecei a brincar com as minhas palavras e escrevi que “As pessoas mais bonitas que conheço só se vestem de si mesmas”. Percebi que a poesia também estava comigo.


Quando conheci o rio Amazonas e me contaram que debaixo daquele rio existia um outro rio, as águas doces do norte me encharcaram. Foi ali, diante de tanta água, que escrevi meu poema "Dois rios", comparando aquele tanto de água com as próprias pessoas. "Debaixo de um amor existe um outro amor..."


Poesia, na palavra escrita, é esse tipo de texto que a gente faz pensando, brincando, tentando deslocar nossas ideias para lugares menos comuns, para enxergar o mundo por outros ângulos. E para reescrevê-lo com as nossas próprias palavras e ideias.


É divertido escrever poesia, mas também saudável, eu diria, pois alarga nosso olhar sobre a vida, melhora nossa visão e nossa capacidade de pensar.


Poesia é para todos? Sim. Absolutamente sim.


Mas então por onde começar a escrever? Bom, vou falar disso na aula aberta que darei no dia 28 de outubro: “Onde nasce o poema?”. Fica meu convite para todos que queiram alargar a visão sobre poesia e escrever.


O link para se inscrever gratuitamente está aqui, no meu site

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vivemos desejando mais o que não temos do que o que temos. como quem chega a um banquete e só lamenta de não conseguir provar todos os pratos da mesa.