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Aprendiz crônico

  • Foto do escritor: Lucão
    Lucão
  • 23 de set. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de set. de 2021


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Aprendi a escrever crônicas mais de uma vez na vida.


A primeira, foi na escola, quando o professor me pediu uma redação de trinta linhas sobre minhas últimas férias. Fiquei com vergonha de escrever que eu não havia viajado, e escrevi sobre a viagem do meu amigo.


A segunda, foi no curso pré-vestibular, quando o Paulo, professor, me disse que eu podia usar minhas próprias palavras, e aí eu aprendi que um texto bonito era o texto em que a gente colocava não só a beleza dos outros, mas a nossa beleza também.


A terceira, que eu me lembre, foi enquanto eu assistia a um programa de televisão e o entrevistador cometeu uma gafe que me deixou nervoso. Peguei minha raiva e a joguei no papel. Era um texto em que eu fingia uma conversa com o apresentador e descarregava minha angústia. A raiva só passou depois que escrevi.


Nesse dia, inaugurei a minha escrita literária. Foi quando percebi que tudo que acontecia comigo interessava à escrita.


Escrever crônica tem muito disso, colocar no texto as histórias que nos afetam, nos interessam, nos incomodam, nos fazem rir, chorar, sentir dor de cabeça, de barriga...


A crônica é o lugar mais democrática da escrita, onde todas as histórias e (quase) todos os formatos cabem.


Por isso estou feliz com esse novo curso que daremos juntos, eu e Ana Holanda. Por possibilitar a outras pessoas essa experiência, de escrever sobre si, sobre as coisas que só os nossos olhos enxergam e o peito sente. E de se divertir aprendendo a escrever crônicas usando a nossa memória.


Fica meu convite: se ainda não se inscreveu, se inscreva. Nosso curso de Crônicas e Memórias começa no dia 5 de outubro, comigo e a amiga poderosa Ana Holanda. As vagas são limitadas. Saiba mais aqui

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