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Aconteceu no Velho Oeste

Há muito tempo atrás, no tempo do velho oeste, numa cidade pequena, tipo aquelas de filmes de faroeste, existia um rapaz apaixonado. Seu nome ainda é desconhecido. Dele, só é sabido o apelido: Tam Tam. Apesar de meio lerdo (meio lerdo de verdade; devagar, devagarinho; bem lesado; dos que faltam parafuso; tipo inteiro retardado; desprovido mentalmente; sujeito muito demente; meio fraco da cabeça é meio pouco pra tanto talento em ser desfavorecido de força cuquífera – da cuca), o rapaz se apaixonou pela mais bela moça da cidade. Mas a donzela também tinha seus problemas. O primeiro: era casada. O segundo: com um matador. 

Certo dia, o “Tam Tam Apaixonado” planejou fugir com a amada. Mandou-lhe uma carta toda feita de palavras recortadas de jornal, pra caso o marido dela visse não descobrisse a sua origem, preservando assim a verticalidade do seu miúdo corpo. No outro dia, “Tam Tam” foi encontrado na horizontal, todo todo picotado, como frango de galinhada. É que, apesar de todo o esforço embutido nas palavras misteriosas, o maluco também assinou a carta, com nome próprio e tudo mais que lhe obrigava a escrita formal, inclusive, seu telefone (coisa que ainda nem existia).

E foi assim que também assinou a lápide, o túmulo, a lousa tumular, a velha campa, a sepultura, o sepulcro, o jazigo, a copa, dentre muitas outras coisas, fazendo dele o cara que mais assinou no Velho Oeste.