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Medo


Nessa cidade,

Eu me sinto um sem nome.

Me pesa a idade

Vivo no “acorda e come”.

Vida sem graça, tão pouca.

Vida escaça, vida rouca.

Que pena da vida.

Vida louca.

Meu rosto velho,

Quase sem expressão,

Ainda espera da vida

Uma outra saída.

Também, dessa vida,

Eu não tenho medo.

Bobagem.

Temia deixar a vida mais cedo.

Hoje eu vejo que o medo (o meu medo)

É a única porta da coragem.

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vivemos desejando mais o que não temos do que o que temos. como quem chega a um banquete e só lamenta de não conseguir provar todos os pratos da mesa.